Basiléia II, é o acordo que regulamenta as necessidades adicionais de capital próprio de instituições financeiras para suportar futuras perdas. Ampliou-se o escopo de Basiléia I para garantir que os riscos do "mundo atual" sejam mensurados e que as Instituições Financeiras estejam adequadamente capitalizadas para tanto. O documento foi baseado nas melhores práticas de mercado.
O mercado já passa por certa movimentação das instituições financeiras no sentido de se prepararem para o ajuste da gestão de riscos de acordo com as regras estabelecidas pelo Basiléia II. A mesma é fundamental para os que comandam os bancos e financiadoras pois refere-se ao impacto do risco sobre a lucratividade da empresa, ou seja, quanto maiores os riscos das instituições financeiras, maior será o capital retido, o que demandará mais capital alocado para cobrir falhas. Isso terá influência direta na diminuição de recursos para as organizações do setor utilizarem no mercado. A atenção com os riscos torna-se uma questão primordial para as organizações e passa a ser um diferencial competitivo.
Basiléia II abandona o conceito de "one size fits all" e incorpora maior flexibilidade, com menus de abordagens e incentivos a um melhor gerenciamento de riscos garantindo uma maior sensibilidade a riscos.
O acordo introduz o risco operacional e também dois conceitos novos sobre o papel da supervisão bancária e da necessidade de transparência de mercado através do estabelecimento de um sistema de três pilares:
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Pilar 1 - Requerimentos de Capital
Requerimentos devem ser mais sensíveis ao risco, demonstrando uma relação mais direta entre risco e capital;
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Pilar 2 - Supervisão Bancária
A relação entre supervisores e as instituições financeiras deve ser de constante diálogo, com o objetivo de qualificar as metodologias de cálculo de capital;
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Pilar 3 - Transparência de Mercado
A quantidade e granularidade de informação a ser aberta ao público deverá aumentar significativamente. Assim como forma pela qual os bancos irão calcular seus níveis mínimos de capital deve ser clara ao mercado e a todos seus stakeholders.
Sob o ponto de vista da governança corporativa e de TI, o acordo Basiléia II se aplica à exigência da criação de políticas de gerenciamento de riscos para garantir total segurança e confidencialidade dos dados de clientes. Isso exigirá que as empresas do setor alterem processos e sistemas para cumprir as regras do novo acordo.
Alguns dos grandes bancos já estão adontando o 'risk management', cuja implantação força uma série de alterações nos diversos sistemas existentes dentro das organizações e exige o mapeamento de riscos nos processos operacionais. Quanto mais aprofundado e pró-ativo for a governança tecnológica, menor será a probabilidade de perdas.
Tanto para os bancos e demais empresas do setor, quanto para as consultorias de TI, o acordo Basiléia II não pode ser encarado como uma dificuldade ou uma barreira, e sim como uma oportunidade de crescimento no mercado. Ele deve ser entendido como um desafio, uma excelente chance para diferenciação frente aos seus concorrentes.