Categorias

Arquivo

Tweets

Parceiros

FacPlan - Software para Operadora de Plano de Saúde

FacPlan - Software para Operadora de Plano de Saúde

Com o FacPlan, você tem as ferramentas que precisa para  aperfeiçoar o relacionamento com os clientes, reduzir custos e melhorar seu...
FacCred - Software para Instituições Financeiras

FacCred - Software para Instituições Financeiras

O FacCred é um software integrado de gestão empresarial ERP, desenvolvido para automatizar de forma flexível, segura e altamente ...
Ouvidorias  - Sua operadora já está atendendo aos requisitos da ANS?

Ouvidorias - Sua operadora já está atendendo aos requisitos da ANS?

Você sabe o que é a RN 323? A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) determina através da Resoluç&atil...
ANS disponibiliza arquivos da versão 3.02.00 do Padrão TISS

ANS disponibiliza arquivos da versão 3.02.00 do Padrão TISS

  A Troca de Informações na Saúde Suplementar - TISS foi estabelecida como um padrão obrigatório para as tro...
Computação em Nuvem: Solução para seu banco de dados e servidor

Computação em Nuvem: Solução para seu banco de dados e servidor

Seguindo uma forte tendência na área de produtos e serviços de TI para empresas, a Fácil Informática está ofe...
 FacCard - Sistema eficiente para Administradoras de Cartões

FacCard - Sistema eficiente para Administradoras de Cartões

O seu software vira outro tipo de sistema quando você mais precisa? Auge das vendas, equipes a todo vapor e na hora H ele não funciona c...
A sua agência de Turismo está atendendo as exigência do Banco Central?

A sua agência de Turismo está atendendo as exigência do Banco Central?

A  sua agência de turismo opera câmbio vende/compra moeda ou cartão pré-pago de viagem?   O Banco Central do Bra...
FacGeo - Divulgue sua rede assistencial e atenda à RN 285

FacGeo - Divulgue sua rede assistencial e atenda à RN 285

O FacGeo é uma ferramenta desenvolvida para o atendimento à Resolução Normativa (NR) 285 da ANS, que permite a divulga&cce...
Fácil Informática no Sinplo 2014

Fácil Informática no Sinplo 2014

A 9ª edição do SINPLO - Simpósio Internacional de Planos Odontológicos e Feira de Negócios para as operado...

Entidades temem que incentivos a planos de saúde afundem o SUS

A notícia divulgada na última semana de que a presidente Dilma Rousseff vem se reunindo com representantes de planos de saúde para estudar um possível pacote de financiamento para o setor fez com que entidades médicas protestassem. O governo cogita oferecer uma série de estímulos aos convênios particulares, o que incluiria a redução de impostos e o repasse de verbas da União para que mais pessoas tenham acesso aos planos. Especialistas e órgãos empenhados na regulamentação da saúde estão receosos de que a medida enfraqueça ainda mais a rede pública.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) foi a primeira a se manifestar contra a ideia. A entidade acusa o governo de se ausentar da responsabilidade de garantir um sistema de saúde público e universal de qualidade. Em entrevista ao SRZD, a vice-presidente da Abrasco e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ, Lígia Bahia, declarou que o financiamento de planos privados com recursos federais fere a Constituição, ao passo que também não assegura aos conveniados um atendimento médico razoável.

A medida anunciada contraria o preceito constitucional que veda a transferência de recursos públicos para entidades privadas de natureza lucrativa. Esquemas assistenciais voltados ao lucro rápido e fácil só se viabilizam por meio de sequestro do fundo público que poderia e deveria ser destinado ao fortalecimento de uma rede pública de qualidade", alerta.

Lígia Bahia reforça que a Abrasco não é contra a existência do setor privado, mas defende que a riqueza produzida por todos os brasileiros não deve ser apropriada por determinados grupos empresariais.

"O que já está mais do que comprovado é que sem investimento adequado tanto no público e quanto por parte de empresários privados, que evitam de tudo que é jeito tocar seus negócios sem subsídios governamentais, ambos os setores tendem ao isomorfismo.O público em função das coalizões político-partidárias eleitorais e o privado pela necessidade de amealhar lucros rapidamente", contesta a professora.

O presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) também criticou a parceria entre o Executivo e os planos de saúde. De acordo com Florisval Meinão, o lançamento do pacote será "um erro conceitual grave, porque impedirá o fortalecimento do SUS".

Meinão alerta ainda que as operadoras aumentam seus lucros vendendo planos com baixos custos para jovens, que dependem menos que os idosos de tratamentos médicos, e impondo restrições de cobertura no contrato. Prova da insuficiência funcional é que uma pesquisa realizada pelo Datafolha no ano passado mostrou que 20% dos conveniados de São Paulo precisaram recorrer ao SUS por falta de opção de atendimento da operadora.

"O grande problema do SUS é o financiamento. O governo trabalhou contra a aprovação da Emenda 29, que determinava o investimento de 10% da receita bruta da União na saúde. Optou por não fazer isto e agora ele faz a opção de reduzir impostos e financiar a iniciativa privada. Isso vai na contramão da Constituição, que diz que a saúde é dever do Estado", disse ao SRZD.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) reprovou as medidas anunciadas e aprovou um manifesto em defesa do SUS "público, integral, gratuito, de qualidade e acessível para todos". Na plenária do I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina, encerrada nesta sexta-feira em Belém (PA), representantes dos 27 Conselhos Regionais avaliaram que o futuro do sistema de saúde brasileiro pode ser comprometido caso as ações saiam do papel. "Não podemos admitir que interesses políticos subalternos, financeiros e de mercado decidam sozinhos os rumos e o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e que pertence a 190 milhões de brasileiros", concluiu o Manifesto de Belém.

Cientista econômico defende fim do lucro na Medicina

O coordenador de Ciências Econômicas da Mackenzie Rio, professor Marcelo Anache, tem um posicionamento mais rígido em relação ao assunto. Entrevistado pelo SRZD, ele defendeu a abolição do lucro na Medicina e se firmou contrário à concorrência dos planos de saúde com os serviços que, na visão dele, deveriam ser prestados apenas pelo Estado. O professor afirmou ainda suspeitar que o PT tenha recebido algum tipo de patrocínio dessas empresas em sua última campanha eleitoral.

"Se você permitir que exista um sistema de saúde com dois níveis, o sistema público cada vez fica mais enfraquecido e, ao mesmo tempo, menos financiado. Sou a favor de um sistema de saúde sem fins lucrativos, providenciado e administrado pelo governo e que garanta um tratamento digno para todos.

Acredito que o lucro seja o cerne do problema. Só concordo com planos para procedimentos estéticos e que não disputem com o SUS", afirmou o especialista, citando o exemplo canadense como um modelo em que o Brasil deveria se espelhar. No Canadá, a única opção de assistência médica, para pobres e ricos, são os hospitais públicos.

O SRZD procurou o Ministério da Saúde para confirmar se o pacote estava em pauta. A assessoria do órgão informou que o assunto não constava na agenda de discussões do Ministério, porém se negou a afirmar que a notícia, adiantada pelo jornal "Folha de S. Paulo" no último dia 27, era falsa. A reportagem tentou estabelecer contato com algumas entidades da área da saúde complementar, mas nenhuma delas quis se pronunciar.

Entre 2012 e 2013, a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) puniu por três vezes as operadoras que descumpriam as normas de atendimento a clientes de planos de saúde. As principais queixas referiam-se a atrasos na marcação de consultas, exames e cirurgias. No dia 5 de março, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apontou que os planos de saúde continuam liderando o ranking de reclamações recebidas pelo órgão. Cerca de 20% dos atendimentos em 2012 foram relacionados a reclamações sobre os planos.

Fonte: Plurall - 11/03/13

Share

Comment function is not open