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Convênios investem em prevenção para diminuir custos

Para cada dólar investido na prevenção em saúde, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que outros três são economizados. A matemática a favor da prevenção junta-se a outro fator decisivo, para não dizer explosivo. O envelhecimento da população brasileira pode provocar um tsunami no caixa dos convênios médicos, uma vez que a cada década os tratamentos se tornam mais caros e sofisticados. De olho na saúde do negócio, o setor começa a se render à prevenção em vez de apenas tratar doenças. E para atrair os consumidores, os programas oferecem prêmios e podem até mesmo resultar em descontos para os usuários.

Grandes e pequenas operadoras estão oferecendo aos consumidores programas preventivos que ganharam impulso desde agosto do ano passado, depois de resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A norma criou incentivos para a participação dos usuários, como prêmios e descontos na mensalidade que podem chegar a 30% do valor. A adesão aos prêmios, desde um eletrodoméstico até desconto na academia de ginástica, foi rapidamente absorvida pelo setor e refletida no crescimento de usuários nos programas. O plano de descontos, em vigor desde agosto do ano passado e de grande interesse para os usuários, ainda não foi implementado. Apenas uma operadora do Rio de Janeiro tem o programa em vigor.

Mesmo assim, no país, o número de consumidores envolvidos nos programas deu um salto nos últimos meses, passando de 198 mil para quase um milhão de beneficiários. A gerente geral de regulação assistencial da ANS, Martha Oliveira, acredita que resolução normativa publicada pela agência deu um empurrão nos projetos de prevenção - que desde 2005 existiam, mas não decolavam no país, quando criou incentivo para os consumidores. Já no caso das operadoras, ao participar da prevenção a empresa é autorizada a lançar a ação em seu plano de contas e a iniciativa passa a ser vista como um ativo.

"É como se a operadora comprasse um prédio reforçando sua sustentabilidade", explica. O impacto nas contas é garantido. "Com informações básicas sobre riscos ambientais é possível reduzir em 40% as internações de idosos por queda", cita Oliveira. José Adão Lopes, de 66 anos , é motorista e diz que usa pouco o plano médico que contratou há cerca de 10 anos. Ele não sabia da existência de programas para prevenção a doenças. "Vou mais no consultório e de vez em quando faço exames, seria bom participar. O problema é encontrar tempo." Para participar da bonificação, os consumidores têm algumas garantias (veja quadro) para ter acesso ao prêmio, que não pode ser condicionado aos resultados.

A operadora Sul América disse que o número de participantes em seus programas de prevenção é crescente, mas ainda não desenvolve o plano de descontos. A Amil informou que está avaliando a proposta. Para a gerente geral de regulação assistencial da ANS, o próximo passo do mercado deve ser um movimento para oferecer descontos aos seus beneficiários. "Com a concorrência, as operadoras vão acabar aderindo. É uma questão de tempo", aposta.

José Cechin, diretor-executivo da Fenasaúde, diz que a resolução já vem produzindo bons resultados. Ele aponta que de agosto de 2011 até agora, o número de programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças desenvolvidos por operadoras de planos de saúde aumentou cerca de 400%. "Não resta dúvida de que traçar metas para difundir hábitos de vida adequados é um dos caminhos para resolver os desafios do envelhecimento e longevidade da população".

Aos 38 anos, a professora Rossana Magalhães considera que está em dia com a saúde, mas mesmo assim diz que gostaria de receber dicas saudáveis sobre atividade física e alimentação. Ela considera que a comunicação das operadoras com o consumidor ainda pode melhorar. "Não sabia que esses programas existiam", pondera. O dentista Thiago Fonseca, de 26 anos, acredita que seria ótimo para seus pais participarem de ações para controle da hipertensão e diabetes. "Ainda não tenho conhecimento dessas iniciativas, mas aprovo a ideia".

Sobrevivência para empresas e pacientes

Os programas de prevenção de saúde são apontados como a chave para a sobrevivência das operadoras em um futuro que não está tão distante assim. Basta dizer que a transição demográfica que a Europa concluiu em 150 anos o Brasil fará em 50 anos. Em 2025, ou seja, em menos de 15 anos, teremos 31 milhões de brasileiros acima dos 65 anos. Hoje, eles são cerca de 13 milhões. Os consumidores dos planos, não só aqueles que já ultrapassaram os 60, podem e devem procurar participar das atividades. Para empresas e famílias, verificar o investimento da operadora na saúde de seus usuários é um bom termômetro para nortear a escolha do plano médico, é um sinal de que a empresa se preocupa com sua longevidade.

Técnica em contabilidade, Patrícia Soares, de 40 anos, já participou de dois projetos de atenção à saúde oferecidos pelo seu plano médico. O primeiro deles foi quando estava grávida. "Aprendi os cuidados básicos com o bebê e também muitas dicas para o pós-parto. Foi muito bom." A segunda ação, concluída há poucos meses, Patríca classifica como excelente. "Fiz um curso de nove semanas, que foi oferecido pelo plano na empresa onde meu marido trabalha." Ela conta que aprendeu a relacionar os alimento, a cozinhar melhor com produtos mais saudáveis, além de ter incorporado a atividade física na sua rotina. Os resultados é que as taxas de colesterol e triglicérides do marido hipertenso, da filha adolescente e dela própria foram reduzidas. A família também perdeu peso. "Estamos nos sentindo bem mais saudáveis", aprovou.

O presidente da Associação Médica de Belo Horizonte, Lincoln Lopes Ferreira, faz um alerta: "Exceto por algumas catástrofes, a maioria dos problemas de saúde começa pequeno." Ele lembra que se não controlar o colesterol acima do limite quando se tem 35 anos, aos 38 o consumidor terá glicose alta; aos 40, serão os triglicerides; aos 45, terá uma insuficiência cardíaca ou estará enfartado. O médico aponta que tanto para os consumidores quanto para os planos, a prevenção é mais barata e mais eficaz. Mesmo para os consumidores que sofreram uma "catástrofe" na saúde, como um infarto por exemplo, a prevenção pode ajudar na saúde humana e financeira. "Chega-se a reduzir gastos com tratamentos hospitalares em até 70%", diz Fernandes.

Somente no ano passado, a Unimed-BH, com 1 milhão de usuários na Região Metropolitana de Belo Horizonte, investiu R$ 5,7 milhões em programas de prevenção. Desde 2003 o plano mantém ações de atenção à saúde. São 26 programas que atualmente contam com a participação de 90 mil clientes, crescimento de 160% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a operadora, os médicos que participam dos programa,s também recebem honorários diferenciados para acompanhar seus pacientes. Os resultados são positivos e segundo a cooperativa, chegam a superar os percentuais listados na literatura médica.

Fonte: Plurall - 02/05/12

 

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