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Remuneração por performance pede mudança de modelos

Encontrar maneiras de viabilizar mudanças no atual modelos de remuneração associado ao pagamento por performance foi um dos temas abordados no XVI Congresso Brasileiro de Gestão Financeira e Custos Hospitalares, que integra o Adh 2011, realizado na manhã desta terça-feira, (25).

Segundo o diretor presidente da Planisa Planejamento e Organização de Instituições de Saúde, Afonso José Matos, o atual modelo de remuneração não contempla a produtividade e para que seja possível a realização de pagamentos por performance é necessário que haja uma mudança nos métodos.

"O método Fee for Service (Conta Aberta) não possibilita a previsibilidade de gastos, não estimula a administração dos recursos, não estimula produtividade e impossibilita que gestão médica seja feita". No intuito de reverter essa situação, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criou no ano passado um grupo de técnico com representantes de todos os players do setor e que se reuniu para debater essas mudanças.

De acordo com o representante da ANS Carlos Eduardo Porto da Costa Figueiredo, após a discussão sobre os novos modelos de remuneração, o projeto encontra-se em um segundo plano e leva em consideração as estratégias para a implantação do novo método.

Plano estratégico

Para Matos, é necessário que exista um olhar estratégico que contemple a remuneração e os custos que tragam mudanças do padrão retrospectivo para o prospectivo. "Essa premissa consiste em abandonar o método de gastar e depois cobrar para prever o que vai gastar e fazer negociações com base nessas previsões".

Ele também ressalta a questão do alto custo que os materiais e medicamentos representam para as instituições. "Atualmente, esses insumos representam 54% dos gastos hospitalares. É preciso que as instituições saibam estocar os itens que adquirem e tenham noção da quantidade utilizada".

De acordo com o porta-voz do Grupo ASE, Manuel Alvarez, cada vez mais as margens mostram que as despesas com medicamentos superam as receitas. Em contrapartida, a lucratividade proporcionada pelas diárias caiu consideravelmente. "No ano de 2006 essa porcentagem era de 32% e atualmente a participação das diárias caiu para 27%".

Para exemplificar os dados mostrados, Matos utilizou parte de uma pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP).

Integração setorial

Além disso, o diretor da Planisa ressalta que é necessário existir uma integração entre os diversos setores hospitalares. "É preciso compreender mais do que a visão departamental interna e saber realmente o que é o produto final do hospital. A equipe de gestão deve saber como funciona as demais áreas, deve ter conhecimento de como o corpo médico atua".

Isso porque, segundo ele, ter conhecimento dos procedimentos realizados dentro da organização possibilita a existência de um planejamento de custos e investimentos que precisam ser realizados, garantindo também a padronização dos procedimentos e uma gestão estratégica dos resultados.

Matos finaliza ao dizer que, no entanto, para que existam melhorias no programa de gestão não basta apenas gerenciar a produção dos insumos e sim a sua utilização.

Fonte: Plurall - 27/05/11

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