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Profissional da saúde: anote estes 10 pontos.

A melhor explicação sobre o motivo que os custos em medicina  estão aumentando é simples: as pessoas querem viver mais e melhor! A essência  do tema é óbvia, mas destrinchar os pontos vitais contribui para identificarmos itens  positivos e itens a serem melhorados.

 Alguns pontos devem ficar sempre claros:

 1.     Todos que trabalham na área tem como meta e objetivo principal atender as reais necessidade do paciente que confiou sua segurança e saúde ao sistema;

2.     Todos atores festejam avanços científicos reais e consistentes;

3.     Todos entendem que tecnologias em saúde devem passar por um ritual de critica científica, amadurecimento e adequação a nossa população

4.     A inclusão de cálculos e farmacoeconomia, como custo-benefício, custo-minimização, custo-efetividade e custo-utility, deve ser trabalhada cientificamente, livre de interferências comerciais ou políticas.

5.     Precisamos treinar e qualificar profissionais para estudar o tema e procurar soluções, desde as raízes até o fruto. O pais tem instituições e pessoas talentosas para isso.

 

Entretanto, precisamos debater  -  e já estamos atrasados - alguns pontos que são o fundamento de tudo que buscamos:  orçamento que nos permita fazer uma boa medicina.

1.     novas fórmulas para pesquisa clínica: não tem como uma indústria farmacêutica continuar a gastar quase U$ 1 bilhão para cada produto vitorioso – número muito elevado para qualquer economia do mundo e de composição muito questionada.

2.     novos modelos de agências isentas e independetes de análise de custo-efetividade incremental e impacto orçamentário, que levem em consideração toda rede e cascata de mudanças em saúde. Se usa muito tempo tentando desconstruir determinadas evidências científicas, enquanto que o problema é falta de dinheiro para incorporação. Existe desconfiança entre os pesquisadores – pela contaminação do financiador do estudo – e pagadores (eu prefiro investidores da saúde) – com interesse evidente de reduzir despesas.

3.     Debate público sobre interesse da sociedade, começando pela definição do parâmetro para incorporação: ninguém questiona que U$ 1 para cada ano de vida ganho ajustado por qualidade (1 QALY) é um sonho fora  da realidade  e que U$ 1 milhão é fora de cogitação pelo enorme risco de consumirmos todo orçamento de saúde em pouquíssimos necessitados... mas quanto é razoável pelos olhos de nossa sociedade?

4.     Discussão individual com gestores públicos e privados sobre qual o orçamento que precisamos para executar boa medicina. Cálculo atuarial pertinente com regras claras a serem pactuadas e seguidas, com entendimento de cada ator que tentativas de passar por cima destes fundamentos tem repercussão atuarial para todo o grupo. Teremos muitas opções de tecnologias, que custarão muito caro e os recursos alocados para saúde são uma fração do que a segurança, infra-estrutura, educação... enfim, todo resto, deve pleitear.

5.     Apresentação clara ao paciente e médico  sobre real expectativa de cada intervenção. Não é infreqüente que profissionais da saúde e pacientes não tenham idéia de qual é o ganho prognóstico realista previsto para cada medicamentos, tecnologia ou conduta médica.

 

Se profissionais da área colocarem em sua agenda a necessidade de pensar a curto, médio e longo prazo, entendo que acharemos solução.... ela (ou elas) estão lá fora, em algum lugar.....

.... e um ótimo 2011 para todos nós

 

Fonte: Saúde Business Web - 03/01/11

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