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Gripe e crise afetam rentabilidade dos planos de saúde

O setor de planos de saúde ganhou quase 400 mil novos clientes durante todo o ano de 2009. Até junho, o número total de beneficiários somava 41,4 milhões, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS). A receita chegou perto dos R$ 29 bilhões só no primeiro semestre de 2009 - foi de R$ 60,34 milhões em 2008. Por isso, há motivos para comemorar, mas a festa tem percalços.

Apesar da receita e do número de usuários, a rentabilidade das empresas foi comprometida por dois acontecimentos que não estavam nos planos: a crise financeira, que provocou demissões, especialmente nos primeiros três meses do ano, e o surto de H1N1, a gripe suína, que aterrorizou muitos brasileiros durante os meses de inverno deste ano de 2009.

Corrida aos hospitais "Quando as pessoas estão em situação mais instável, na iminência de serem mandadas embora, é comum aumentar a utilização dos serviços de saúde", afirma André do Amaral Coutinho, diretor geral da Omint, rede que atende um público considerado de luxo no país. A explicação é simples.

Sabe aquele procedimento eletivo que há uns sete anos o médico vem pedindo? Pois 2009 foi o ano de realizá-lo. "Menisco que estava incomodando, problema na coluna, cirurgia de varizes, pinta que o dermatologista vem querendo tirar há tempos. A simples perspectiva de crise foi suficiente para levar as pessoas ao médico", afirma Mauricio Lopes, diretor da seguradora Allianz Saúde.

Além disso, muitas empresas demitiram, mas mantiveram o direito a alguns meses de bônus de utilização do plano de saúde para os funcionários.

"A boa notícia é que pudemos manter os clientes por mais tempo. Mas eles fizeram de tudo", diz Lopes. "Claro que a crise nos afetou. Muitos contratos foram rescindidos", afirma Helton Freitas, da Unimed- Belo Horizonte. "Mas mesmo assim conseguimos nos equilibrar." As empresas também enfrentaram a gripe suína, que levou a um aumento de 30% na utilização dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais, segundo Coutinho.

"Chegamos a ter fila de três horas para os atendimentos em hospitais de primeira linha." Despesas X receita Por causa do aumento no número de consultas estimulado pela crise e pela gripe suína, a sinistralidade - que é a despesa das empresas com uso dos serviços de saúde - aumentou.No caso da Omint, o custo médico saltou de 73,7% no final de 2008, para 77% do faturamento agora. O resultado, ainda assim, é menor do que o registrado pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Em 2008, a sinistralidade média dos planos era de 79,78%, segundo cálculo feito pelo BRASIL ECONÔMICO com base nos dados da agência. No primeiro semestre, o custo médico subiu para 82,34%.

"As empresas tiveram em média um aumento de três pontos percentuais em seus custos neste ano", afirma Coutinho, da Omint. Na Unimed, a variação foi semelhante. Na cooperativa de Minas Gerais, a taxa de sinistralidade chegou aos 82% neste ano. Um dos motivos foi o aumento da remuneração dos médicos.

"Os profissionais credenciados na Unimed Belo Horizonte ganharam gratificação de R$ 8.200 este final de ano." Na Unimed Paulistana, a taxa foi bem menor: 77,5%. "Mas o ideal seria 75%", diz Rafael Cavalcanti, diretor da unidade.

Nova configuração Coutinho diz que 2009 foi atípico para os planos de saúde. Mas o que vai marcar a passagem do ano não são as dificuldades e sim a nova configuração do setor, sinalizada após a gigante Amil adquirir a Medial. Daqui para a frente, a consolidação vai se acelerar e três tipos de empresas devem sobreviver: as gigantes, as empresas regionais (cooperativas) e as de nicho.

A partir de 2010, a consolidação do setor vai se acelerar e apenas três tipos de empresas devem sobreviver: as gigantes (formadas por fusões como as da Amil coma Medial), as regionais (representadas pelas cooperativas médicas como a Unimed) e as de nicho, como as voltadas para as classes A/B.

MOVIMENTO CONJUNTO

10,45% foi o aumento dos gastos médicos neste ano, de acordo com o índice de variação dos custos médico-hospitalares (VCMH), calculado em conjunto pelas operadoras de planos de saúde Amil, Bradesco, Golden Cross, Intermédica, Medial e SulAmérica.

ACERTO OFICIAL

6,76% foi o reajuste das tarifas dos planos de saúde autorizado pela Agência Nacional de Saúde (ANP) em 2009. A variação fixada pela agência é questionada pelas empresas, que afirmam que o percentual não reflete a realidade do setor.

MEDIAL

2 milhões é o total de beneficiários da Medial, que teve 52% de seu controle adquirido pela Amil este ano, por R$ 612,5 milhões. Incluindo a compra das ações dos minoritários, a operação vai girar R$ 1,2 bilhão. A Medial abriu capital em setembro de 2006.

AMIL

3 milhões de clientes era o mercado da Amil no Brasil antes da compra da Medial. A Amil ganhou fôlego para efetuar a compra em outubro de 2007, quando ingressou na Bovespa. Sua oferta inicial de ações conseguiu captar R$ 1,2 bilhão.

A GIGANTE

5 milhões de usuários é o tamanho da gigante criada pela fusão entre Amil e Medial, anunciada no dia 19 de novembro. A união criou uma empresa com 10% do mercado brasileiro de planos de saúde e com uma carteira de 986 mil em planos dentais.

LEIA MAIS

As cooperativas médicas, como a Unimed, cresceram em média 15% ao ano desde 2003 e são uma das apostas para o setor de planos de saúde nos próximos anos.

A Omint cresceu 9%, fechando o ano com faturamento de R$ 478 milhões. Continuará a fazer a mesma aposta: apenas serviços diferenciados para a classe alta.

A Lincz, ao contrário, quer também um público menos abastado. A Allianz sai atrás do prejuízo que teve com a perda de clientes, procurando atrair pequenas e médias empresas.

Fonte: Plurall - 17/12/09

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