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Bancos desprezam microcrédito

Os bancos desprezam o microcrédito no Brasil, que continua quase do mesmo tamanho da época em que foi criado, em 2003, emprestando R$ 1,25 bilhão por ano. É uma formiguinha diante do elefante que se tornou o crédito pessoal no país, ultrapassando R$ 1 trilhão. No mesmo período, cresceram o consignado dos aposentados, o crédito direto ao consumidor e o financiamento para habitação e compra de veículos. Só empacou a linha para os pequenos negócios, a juros baixos, de até 4% ao mês. Quem empresta dinheiro para a baixa renda ainda são as financeiras e as grandes lojas de varejo, cobrando mais de 100% de juros ao ano (em torno de 10% ao mês).

O programa nacional de microcrédito está hoje restrito a 513 mil pessoas. É pouco ou quase nada perto dos 33,9 milhões de clientes ativos das maiores financeiras – a Losango (com 10 milhões), a Finasa (5 milhões) e a Fininvest (3,7 milhões) – e os mais de 15,2 milhões de carnês ativos nas Casas Bahia, fenômeno mundialmente conhecido de concessão indireta de crédito popular. Sozinha, a Casas Bahia é quase um Bradesco, maior instituição financeira privada do país (com 18,8 milhões de contas correntes), que se recusa a operar com a linha de microcrédito. “Tirei a geladeira, o fogão, a batedeira e o liqüidificador nas Casas Bahia, tudo dividido em mais de 12 vezes”, diz a salgadeira Marina Fátima de Andrade, que nunca ouviu falar no microcrédito, ou ao menos sabe o significado da palavra. Seu sonho é finalizar a prestação da batedeira, para comprar um freezer. “Com ele, vou poder estocar salgadinhos e vender muito mais.”
O coordenador do programa de Microcrédito no Brasil, no Ministério do Trabalho e Emprego, José Humberto Maurício de Lira, reconhece que, no país, o varejo e entidades líderes em crédito preenchem o espaço deixado pelos bancos e atingem em cheio as expectativas do pobre. Mas aposta que não será sempre assim. “O microcrédito ainda é uma formiguinha, mas, quando a população brasileira tomar conhecimento dos benefícios do programa, vai haver cobrança da sociedade e o sistema financeiro terá que fazer sua parte.” Por enquanto, por trás de cada financeira ou promotora de vendas está sempre um grande banco. A Losango é ligada ao Grupo HSBC, a Finasa é do Bradesco e a Fininvest, do Unibanco.

Dos quatro maiores bancos brasileiros, que respondem por 60% do volume financeiro movimentado no país, o Bradesco oferece zero de microcrédito produtivo e o Itaú empresta R$ 12 milhões, um trocado diante do lucro recorde de R$ 8,4 bilhões no ano passado. Dos dois bancões públicos, o Banco do Brasil oferece R$ 600 mil por ano e a Caixa Econômica Federal não informou o volume de suas operações, ofertadas de forma majoritária para o consumo. “O efeito do microcrédito é muito mais social e nem os bancos públicos querem oferecer o programa, pois estão concorrendo com os grandes bancos. Eles não estão errados, porque não é papel de banco distribuir renda, e sim do governo”, alfineta Alex Agostini, economista-chefe da Austin.

Na prática, as instituições financeiras preferem devolver cerca de metade do valor correspondente a 2% dos depósitos à vista, exigidos para a aplicação no microcrédito pela Resolução 3.106 do Banco Central (BC). Ou seja, preferem deixar de ganhar em cima desse montante a investir no programa voltado para a baixa renda, que poderia gerar custos operacionais e apertada margem de lucro. Segundo o BC, até junho de 2008, do total exigido de R$ 2,3 bilhões, R$ 1,1 bilhão retornaram intactos aos cofres da instituição.

Desafio para o governo

O mercado para o microcrédito produtivo desafia o governo federal. Poderia atingir 21 milhões de brasileiros que hoje trabalham na informalidade, mas, de acordo com a meta do Ministério do Trabalho e Emprego, até 2011 esse número de beneficiados, com sorte, vai atingir 1,1 milhão de nanoempreendedores em todo o país. O sistema financeiro, principal jogador, não tem interesse em entrar em campo. O assessor da diretoria da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Ademiro Vian, critica a legislação do microcrédito. “O programa não deslanchou no país. É inviável para os bancos efetuar um empréstimo de R$ 1,2 mil, a juros que não ultrapassam 4% ao mês, e ainda oferecer gratuitamente uma assessoria técnica ao cliente.” Segundo Vian, os bancos já estão presentes na vida das classes C, D e E, por meio das financeiras e do varejo.

Marinella Castro - Estado de Minas
Sandra Kiefer - Estado de Minas

Fonte: estaminas.com

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