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Imigração Japonesa: Cooperativismo é um das heranças

Hoje, 18/6, exatamente cem anos após a chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, trazendo os primeiros 781 imigrantes japoneses ao Brasil para trabalhar nos cafezais paulistas, o Agrícola traz esta edição especial sobre a contribuição dos nipônicos e suas gerações ao agronegócio. Sobretudo em São Paulo, Estado no qual eles inicialmente se instalaram nas fazendas cafeeiras, mas depois firmaram as bases de uma agricultura de pequenas propriedades, diversificada e cheia de novidades tecnológicas e introdução de novas variedades.

 

Contribuição que se perpetua até hoje e que marca algumas regiões do Estado. Nos municípios de Embu e Rio Grande da Serra, no Cinturão Verde, por exemplo, 100% dos proprietários rurais são nikkeis - japoneses e seus descendentes -, conforme o trabalho Proprietários rurais nikkei no Estado de São Paulo, de autoria do pesquisador Alfredo Tsunechiro e co-autoria do pesquisador Francisco Alberto Pino, ambos do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura paulista. Já em Bastos, a Capital do Ovo no País, 67,5% das propriedades pertencem a nikkeis.

O estudo, apresentado esta semana no Simpósio Intercâmbio Brasil-Japão, foi baseado no Projeto Lupa de 1995-1996, um censo das 277.672 propriedades rurais paulistas. Deste total de glebas, 13.959, ou 5%, pertenciam a nikkeis.

 

Conforme os contratos de trabalho com as fazendas cafeeiras foram vencendo, a maior parte dos japoneses continuou na agricultura. E introduziram a policultura nas colônias. Como é relatado no livro O Nikkei no Brasil (Ed. Atlas), coordenado por Kiyoshi Harada, os japoneses modificaram vários hábitos alimentares brasileiros, baseados, no início do século 20, em carne-seca, feijão, arroz e farinha de mandioca. Dieta diferente da dos orientais, exceto as frutas, como banana e mamão, e os peixes.

 

Em pequenas glebas, eles introduziram várias novidades alimentares, hoje incorporadas ao cardápio nacional, como soja, couve japonesa, nabo, rabanete, batata-doce, inhame e cebolinha.

 

Cooperativismo – Outra contribuição importante da cultura oriental à agricultura brasileira foi o fortalecimento do espírito de associativismo. Foram os japoneses os fundadores de importantes cooperativas agrícolas, como a Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), em 1927, 'antes mesmo de o Brasil dispor de uma legislação específica para o setor, que só surgiu em 1932', conta o ex-diretor da CAC Américo Utumi, membro do Conselho Administravo da Aliança Cooperativa Internacional. 'Durante quase 60 anos de vida a CAC se tornou a maior cooperativa da América Latina, sendo que pelo menos 70% de seus cooperados eram nikkeis', diz.

 

O espírito associativista permanece mais forte até hoje entre os agricultores nikkeis. Segundo o levantamento do IEA, 42,6% dos proprietários nikkeis fazem parte de alguma cooperativa agrícola, ante 37,2% do total de proprietários rurais paulistas. De sindicatos de produtores, o índice dos nikkeis é de 44,4%, ante 30,7% do outros proprietários. E, de associações de produtores, 29,9% de nikkeis são associados, ante 19% dos produtores em geral no Estado.

 

- 13.959
propriedades rurais, de um total de 277.672 no Estado de SP, pertence a japoneses e descendentes

- 50% ou mais
das propriedades rurais de São Paulo pertencentes a nikkeis cultivam frutas, flores, olerícolas e chá
- 53 hectares
é o tamanho médio das propriedades agrícolas nikkeis, ante 72 ha da média do Estado
Pioneirismo – O cooperativismo, fortemente presente na comunidade japonesa instalada no País, deu origem a iniciativas que modificaram a agricultura brasileira. Como a ocupação agrícola dos cerrados, por exemplo, por intermédio do Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer), posto em ação em 1978, financiado pelo Japão, que visava desenvolver os cerrados para se abastecer de farelo de soja, como alternativa ao fornecimento dos Estados Unidos. Além da contribuição tecnológica da Embrapa, o aporte de capital japonês foi essencial para iniciar a agricultura no cerrado.

 

Conforme o ex-diretor da Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), Américo Utumi, as primeiras ocupações dos cerrados ocorreram em Minas Gerais, no município de São Gotardo - “Hoje o maior produtor de cenouras do País”, diz. “A CAC instalou ali, em 1973, cem cooperados nikkeis, numa época em que valia o ditado: Terra de cerrado, só dado ou herdado”, conta. Os cultivos iniciais eram café, soja e milho. “O Instituto Brasileiro do Café não quis financiar os primeiros plantios, pois achava que era coisa de louco produzir café no cerrado”, lembra Utumi, que participou da instalação dos colonos. “Tivemos o apoio do então secretário de Agricultura de Minas Alysson Paulinelli, que, quando virou ministro.

 

Fonte: portaldocooperativismo. org

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