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Promoção de saúde na mira da ANS

Incentivar e qualificar os programas de promoção de saúde e prevenção de risco e doenças desenvolvidos pelas operadoras. Este é o principal objetivo do levantamento que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está fazendo junto a 1.300 empresas de assistência médica e odontológica no país. Esses programas permitem, por exemplo, que os usuários comecem a cuidar da diabetes antes mesmo de ficar doentes e que os portadores de doenças crônicas tenham acompanhamento, a fim de reduzir as internações.
Cerca de mil operadoras já responderam ao questionário da ANS, que estendeu até o dia 20 deste mês o prazo limite para as respostas.

Os dados coletados serão o ponto de partida para a agência traçar o perfil das atividades existentes e elaborar políticas de incentivo, bem como de fiscalização às operadoras que não prestarem informação adequada.

Esse é um dos indicadores monitorados pela agência. A primeira estratégia foi dar um prazo maior para a solução da reserva técnica às operadoras que apresentassem políticas desse tipo. Mais de 130 aderiram. O prazo acabou este ano, agora queremos saber a qualidade dessas atividades.

Afinal, distribuir folhetos em datas de campanha não é política de promoção de saúde - destaca Martha de Oliveira, gerente-geral técnico assistencial de produtos da ANS.

Política de prevenção pode vir a reduzir custos para usuários Martha destaca que os programas de promoção de saúde não são prioridade de implantação apenas nas operadoras, mas fazem parte de uma estratégia nacional: - O SUS também desenvolve programas desse gênero. Trabalhar com a prevenção é importante para toda a sociedade. Estamos atrasados em relação aos países desenvolvidos, mas ainda há tempo para resgatar isso.

As empresas já começaram a se mexer. E descobriram que, neste caso, o ditado "prevenir é melhor que remediar", tem um significado extra: melhor qualidade de vida dos usuários e economia para seus cofres. Os números não mentem. Maura Soares, gerente de Gestão de Saúde da UnimedRio, conta que, em um grupo de usuários atendidos pelos programas de prevenção da empresa, houve, em 24 meses, uma redução de internação de 60% e de custo de 65%: - Nesse tipo de programa há um aumento do número de consultas e de exames, mas queda de internações.

É um reforço no acompanhamento, além de ações de educação de longo prazo para uma vida mais saudável. Os planos de saúde não podem ser mais responsáveis apenas pelo tratamento da doença.

Daniela Machado Garcia, 34 anos recém-completados, está entre os usuários da Unimed beneficiados pelo atendimento de home care.
Portadora da síndrome de Cornélia de Lange, Daniela tem acompanhamento 24 horas de uma técnica de enfermagem desde 2006, além de vários equipamentos.

Em 2006, ela teve um quadro gravíssimo de septicemia. Nesses últimos dois anos, vem tendo o acompanhamento em casa, não só da enfermeira, como de fisioterapeuta e nutricionista, e nunca mais foi internada. Estar em casa é outra coisa. O mundo dela é esse quarto - diz Marilete, mãe de Daniela.

Antônio Jorge Kropf, diretor técnico da Amil, diz que a maioria das atividades relacionadas a prevenção é simples: - A meta é que a empresa seja proativa e ajude a modificar o estilo de vida das pessoas e fazer com que se cuidem mais. Nesse sentido, trabalhamos em duas grandes frentes, uma dedicada a monitorar pessoas saudáveis, ainda sem sintomas de doenças, mas que têm propensão a desenvolvê-las.

Nesse grupo estão 147 mil clientes.
De outro lado, há um grupo pequeno, mas altamente qualificado, de idosos aos quais damos apoio não só ao doente, mas à família.
O presidente da Golden Cross, João Carlos Regado, diz que o custo médico sobe, usualmente, o dobro do que cresce a inflação. Ou seja, se os ajustes continuarem nesse ritmo, o pagamento pode ficar inviável.

- Também nesse contexto, uma carteira mais saudável reduz o custo da saúde suplementar e pode torná-la acessível a um número maior de pessoas, desonerando inclusive o SUS - diz Regado, ressaltando que essa atividade demora a render frutos.
- Iniciamos há três anos com um projeto-piloto em BH, mas acredito que só daqui a mais três ou cinco começaremos a ver os resultados. No grupo que tem patologias, o custo assistencial caiu 20%. Mas é a qualidade de vida dos usuários o grande ganho desses programas.

Regado acredita também que o oferecimento desse acompanhamento mais personalizado também conquista a fidelidade dos usuários.
Pedro Peixoto, de 75 anos, cliente da operadora, concorda. Vítima de um enfarte no início do ano passado, ele diz se sentir mais cuidado com as visitas mensais da enfermeira: - Quando ela liga avisando que vem, para mim é sagrado. Ela me pesa, mede minha barriga, afere minha pressão, o pulso, acompanha a minha dieta. Ela tem todo o meu histórico. Sinto-me realmente cuidado, muito mais de que quando vou ao cardiologista.

Idec se preocupa com a privacidade dos consumidores Edmundo Prince, gerente médico da empresa de automação ABB-Brasil, diz que hoje os planos de saúde não são contratados apenas para tratar doenças. Com quatro mil funcionários, ele fez uma parceria com a Bradesco Saúde, que permite trabalhar preventivamente com os trabalhadores e seus familiares: - Há cinco anos, montamos uma política de incentivo de quatro exames: glicemia em jejum, que ajuda a identificar diabéticos que sequer se sabem doentes; Papanicolau, mamografia e PSA. Há dez anos trabalhamos com promoção de saúde na empresa, já ganhamos vários prêmios, mas o mais importante é a queda do número de fumantes, de obesos, de internações hospitalares, de enfartes. Com a família mais bem cuidada, o funcionário também fica mais feliz - afirma Prince.

Apesar de ser entusiasta das políticas de prevenção e promoção de saúde, Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), preocupa-se com a invasão de privacidade que essas políticas possam significar na vida dos consumidores: - Acho complicado ficar monitorando dados sem a autorização do consumidor. Até porque há a questão do sigilo médico. As pessoas têm o direito de não querer ser monitoradas, apesar de não incentivarmos essa postura.
Esses programas deveriam ser oferecidos a todos os usuários e estes escolhem se participam. É uma questão de respeito à intimidade.

Fonte: plurall.com

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