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Co-participação equilibra plano de saúde

Reajustes que desagradam a usuários e operadoras, envelhecimento da carteira, contratos antigos que, devido ao caráter restritivo, obrigam os usuários a recorrer à Justiça para garantir o atendimento e oneram o sistema como um todo. Na busca pelo acesso à chamada saúde suplementar, população e operadoras travam guerras diárias para manter o equilíbrio entre o tratamento das doenças e a saúde financeira do sistema. ´Apesar de a saúde ser um bem impalpável, os recursos são finitos. Se os custos ultrapassarem os limites de financiamento as operadoras de saúde ficarão inviáveis. E o SUS, hoje, não suportaria uma demanda extra´, pondera o diretor de Integração Cooperativista da Unimed do Brasil e presidente da Unimed-MG, João Batista Caetano, que foi fundador da Unimed Araguari. Líder de mercado com 26% de participação no segmento de planos de saúde, a Unimed do Brasil acumula 11 milhões de usuários no país, sendo 1,8 milhão em Minas. São, ao todo, mais de 98 mil médicos cooperados, 14 mil deles no estado. Na busca pelo equilíbrio, a Unimed aposta nos planos co-participativos, que já respondem por 28% da carteira de Minas, e num trabalho de prevenção e promoção da saúde. ´No plano co-participativo, cada vez que você utiliza o serviço paga uma pequena parte. Isso já é suficiente para que a pessoa pense duas vezes. Todo mundo contribui e isso ajuda a reduzir custos´, aponta. Por que os reajustes nas mensalidades dos planos de saúde são sempre considerados altos por quem paga e insuficientes pelas operadoras? Como as operadoras chegam aos preços das mensalidades? O cálculo é baseado no custo da saúde. Temos algumas variáveis para se chegar a um preço para o cliente, como o custo dos honorários médicos, das taxas hospitalares, dos serviços de laboratórios, do custo administrativo da operadora e do custo de comercialização de cada produto. Temos uma característica securitária, funcionamos um pouco como um seguro. Não se sabe quanto o cliente vai gastar no final do mês. Por isso temos uma estatística dos últimos 12 meses. Baseado nessa estatística de utilização, idade e perfil chegamos a uma composição. Mas esses reajustes estão acima da inflação, não é? O último foi de 11,69%, enquanto a inflação do período ficou em 8,07%. É preciso entender que a inflação da saúde é diferente. Existe um custo que está relacionado à evolução tecnológica. Há alguns anos, o diagnóstico de uma pneumonia, por exemplo, era feito através de um raio x de tórax, que foi substituído pela tomografia computadorizada, que agora está sendo substituída pela ressonância magnética. Esse custo não é avaliado. Medicações da oncologia que custavam R$ 200,00 estão sendo substituídas por outras que custam R$ 2 mil, R$ 3 mil por mês. O perfil do usuário da saúde suplementar está mudando? Qual as características desse usuário hoje? A população de um modo geral vem envelhecendo. Com a estagnação da economia, as famílias estão reduzindo custos. Famílias que tinham o marido, a esposa, os dois filhos e os sogros com plano de saúde começaram a fazer o que chamamos de seleção de risco. Para reduzir os gastos, cortam os planos dos filhos, porque acreditam que o risco de eles terem problemas de saúde é menor. Aperta mais um pouco, e o marido cancela também o seu plano. No final, ficam apenas os sogros, que têm um risco maior. Resultado: quem usa menos está saindo dos planos, e isso está desequilibrando a balança. Esse é um outro fator de encarecimento para as operadoras de planos de saúde. Houve, nos últimos anos, um aumento da sinistralidade? As pessoas estão indo mais às consultas, fazendo mais exames? A utilização do plano de saúde é muito cultural. As próprias operadoras venderam no início o conceito de uma parafernália de helicópteros e equipamentos de tomografias. Ficou para a população a idéia de que ´tô pagando, então tenho de usar´. O paciente já chega no médico dizendo que quer fazer todos os exames possíveis. Precisamos mudar essa cultura. A pessoa precisa saber que isso encarece o plano. É como quando você faz um seguro de um veículo ou para sua casa. Você faz, mas não quer utilizar. Temos de levar um pouco disso para a saúde. O usuário tem de fazer, sim, os exames preventivos, mas deve evitar o uso desnecessário. Quais os principais problemas que ainda envolvem os contratos antigos? Qual o peso dos contratos antigos para o setor? Antes da regulamentação, em 1999, empresas e usuários escolhiam entre milhares de modelos de contratos, de acordo com o interesse e as possibilidades financeiras de cada empresa ou pessoa física. Quem contratava estabelecia que queria pagar por um plano que oferecesse tantas consultas por mês, tantos dias de internação e por aí. Os contratos eram restritivos. Quando veio a regulamentação, acabaram as restrições. Esse pessoal que tinha contratos restritos deveria migrar para os planos regulamentados. Isso, é claro, aumentava muito as mensalidades. Foi feito todo tipo de estímulo, mas pouca gente migrou. Criou-se uma situação de planos regulamentados e planos não regulamentados, que têm restrições contratuais que as pessoas solicitaram. Só que a legislação incorporou alguns benefícios a esses planos, como o fim do limite de internação e limite de dias na UTI, mas esses benefícios não foram incorporados ao preço. Por isso as mensalidades ficaram muito mais baratas do que as dos planos regulamentados. Daí se explica a falta de interesse das pessoas em migrar. Quais as tendências do setor daqui para frente? A tendência é fazer um investimento grande na prevenção das doenças e promoção da saúde. É preciso preparar as pessoas para viver mais e com qualidade de vida. Isso se traduz em clientes mais saudáveis e custos menores. Outro caminho é o plano co-participativo. Cada vez que você utiliza o serviço paga uma pequena parte. Isso já é suficiente para que a pessoa pense duas vezes. A co-participação permite que as pessoas se eduquem e gastem menos. Em Minas, os planos de co-participação já chegam a 28%, mas há uma variação grande de cidade para cidade. Acho que esse é o caminho. Todo mundo contribui, e isso ajuda a reduzir custos. Apesar de saúde ser um bem impalpável, os recursos são finitos. Se os custos ultrapassarem os limites de financiamento, as operadoras de saúde ficarão inviáveis. E o SUS, hoje, não suportaria uma demanda extra. Existe o ideal, mas também existe aquilo que é possível fazer. (Cássia Eponine - Hoje em dia-26.06)

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